A década de Elza Pais

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Aceitei o convite da Elza Pais para ser o mandatário da sua candidatura pelo distrito de Viseu, no âmbito das eleições para o Departamento Nacional das Mulheres Socialistas.
Estas eleições são muitas vezes ofuscadas pelas eleições para Secretário-Geral do PS. No entanto, a Elza Pais tem colocado, de uma forma simples, o seu projecto “Novas Lideranças” na agenda política.
Aproveito também aqui para realçar isso mesmo, registando 3 notas e justificando o meu apoio a esta candidatura.

Em primeiro lugar, quero dizer que os últimos 10 anos, a última década, foi a década da Elza Pais.

Podemos dizer isso. Sem hesitar. Foi a década do seu discurso político. Foi a década das suas intervenções públicas.

Não, não estamos a exagerar, se pensarmos assim.
Porque afinal esta foi a década da luta pela igualdade e contra a violência de género.
Foi a década da Lei da Paridade. Foi a década da denúncia da discriminação no trabalho e das desigualdades salariais.
Foi a década da luta contra a homofobia, pela liberdade, pela cidadania, pelo empreendedorismo feminino, por uma sociedade mais igual.
E tudo isto, tenho muitas dúvidas que fosse possível sem a Elza.
Sem o seu empenho, sem a sua esperança e sem a sua presença!

Em segundo lugar, quero dizer que a Elza Pais é a pessoa indicada para este cargo porque finalmente consegue olhar para este Departamento e entender que é urgente a sua transformação e a sua modernização.
E isso exige uma mudança na forma de fazer política nesse palco, mas também unindo mulheres e homens em torno dessa ideia.

A presença das mulheres na política é também uma questão de justiça. A Elza Pais sabe isso e foi também graças a ela que surgiram mais mulheres na política. Alterando agendas e redirecionando os temas de discussão.
Mas uma coisa deve ser clara: os homens também devem integrar o leque de políticas que promovem a igualdade de género.

A igualdade não deve ter género, deve sim ser assumida por pessoas que defendem os direitos humanos.

É por isso que, em terceiro lugar, quero realçar o que a Elza Pais decidiu, inovando e convidando também os homens para esta candidatura para várias funções por todo o país.

É por isso que estou também neste projecto. Muito grato pelo convite, e muito orgulhoso de ser seu mandatário.

Porque afinal, não precisamos de ser mulheres para defender os direitos das mulheres, nem negros para lutar contra o racismo, nem homossexuais para ser contra a homofobia, nem vítimas de violência para ser contra a violência.
A construção dessa cultura política deve ser o combate dos próximos anos. São importantes as leis, mas também a cultura política.

A Elza não quer fazer isto sozinha. Quer construir, mas em conjunto. Com todos. Este é o compromisso da Elza Pais.
Estar ao lado dela, tal como hoje estou, será também o meu compromisso.

José Pedro Gomes