À Frente do Nosso Tempo

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Há exactamente 1 mês estive em Leiria no Fórum de Discussão da Moção Global de Estratégia “À Frente do Nosso Tempo”, no âmbito da recandidatura do João Torres ao cargo de Secretário-Geral da Juventude Socialista.

Tive a honra de moderar o debate sobre emancipação jovem e as suas condicionantes (habitação, emprego, mobilidade, empreendedorismo), redigindo depois as conclusões e as propostas a constarem no documento final – “À Frente na Emancipação”.

Com orgulho posso afirmar que algumas delas serão bandeiras centrais do próximo mandato. Quero destacar 2.

Uma ligada à questão da mobilidade, onde dizemos que a mesma é um desígnio da nossa geração e pode traduzir-se em experiências de vida muito enriquecedoras. No entanto, a nossa geração foi a primeira a experimentar a sua tirania, por via  da mobilidade coerciva, incentivada por este Governo através da emigração.

Neste âmbito, é de destacar então, o plano de incentivos a apresentar para trazer de volta os jovens que emigraram em busca de melhores condições de vida: 

“A JS compromete-se a preparar um plano para trazer de volta a Portugal os jovens que emigraram em busca de melhores condições. Quando falamos em emigração, temos de afirmar que o grande desafio da JS, e também do país, será recuperar os milhares de jovens qualificados que
abandonaram Portugal. O país tem de voltar a atrair os jovens portugueses emigrados pela Europa e por outros pontos do Mundo. São alguns dos mais qualificados e devem ter direito de assegurar a sua realização pessoal e profissional na sua terra, contribuindo para o
desenvolvimento do país. O Estado e as famílias investiram na qualificação destes jovens. O seu know-how e as competências adquiridas no estrangeiro podem contribuir efetivamente para a criação de postos de trabalho. Uma das propostas passa por promover incentivos ao empreendedorismo, para que possam criar a sua empresa em Portugal e desenvolver o seu negócio. Este fenómeno deve merecer uma resposta forte por parte dos poderes públicos, em vez de o Governo assistir de braços cruzados à saída de milhares de jovens. Esta é uma
necessidade do país e, pelo carácter justo e inovador desta medida, estamos certos de que acrescentará valor à nossa economia.”

A segunda ideia que quero destacar deste capítulo da Moção, e tenho a certeza que será vincada durante os próximos 2 anos, tem a ver com uma das marcas deste Governo: o conflito intergeracional que criou na sociedade portuguesa. A JS opta pela defesa de um horizonte progressista em que o combate ao desemprego jovem e de longa duração está no centro das prioridades. Se ambicionamos um desenvolvimento sustentável, é imperioso rejeitar as acusações dirigidas às gerações que nos antecederam e “dar as mãos” entre gerações.

A JS propõe o desenvolvimento de programas de tutoria entre trabalhadores com alguma antiguidade e recém-contratados, numa lógica de ganho de competências, através da cooperação e complementaridade.

A Moção Global de Estratégia está pronta depois de muito debate e muitos contributos (http://afrentedonossotempo.com/). Este método de trabalho resultou mais uma vez, tal como aconteceu há 2 anos. E, para além disso, prova o estilo do João Torres. É que, para além das suas qualidades pessoais, o João gosta e sabe trabalhar em equipa. A capacidade de liderança também se nota nisto.

Estamos agora a 4 dias do Congresso Nacional. Este é e será sempre o momento alto desta estrutura. O país exige cada vez mais dos partidos e também das juventudes partidárias, e não lhes dá o direito de falhar. Como diz o João Torres, “nunca, em nenhum outro momento da história da nossa democracia, nos cruzámos tantas vezes com a incerteza nas nossas vidas”.

Por termos sempre sabido identificar os problemas e anseios da juventude portuguesa, tenho a certeza que estamos preparados. Para o presente e para o futuro. No fundo, preparados para estarmos à frente do nosso tempo.

José Pedro Gomes

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