A Vanguarda da Agenda para 2025/35/45

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Jornal do Centro – 12/12/2014

Há um ano, Adelaide Modesto foi eleita para liderar a Concelhia de Viseu do Partido Socialista (PS). Na altura, afirmei que a sua disponibilidade representava uma candidatura que não rejeitava o passado e a história do PS, respeitando e assumindo todos os legados. Uma candidatura que não era indiferente aos sinais da sociedade, sendo por isso aberta e inclusiva. Uma candidatura que não aceitava a apatia e o conformismo, querendo trabalhar com todos, sendo por isso de incentivo e de proximidade.

Um ano depois, é gratificante saber que eu disse estas palavras. Não porque esteja tudo feito. Longe disso. Foi um ano difícil de muito combate interno e de um PS fraco em termos nacionais. Um ano de posições e decisões complicadas. Um ano de nova liderança na Câmara Municipal. Mas muito foi feito, e bem feito. Acredito verdadeiramente no que foi realizado e no que se perspectiva. E não me coloco de fora, à espera do melhor momento para criticar, optando apenas pela convulsão interna. Coloco-me ao lado, contribuindo e ajudando, para que sejamos mais a pensar e a fazer melhor.

O plano desta estrutura concelhia existe e não é secreto: construir a base para um projecto autárquico credível, com um partido mais próximo da cidade, aberto e com capacidade de ouvir. É uma questão de atitude de quem quer vencer para fazer de Viseu uma cidade melhor, com uma interpretação diferente do que faz falta e com outras opções estratégicas no sentido do desenvolvimento económico da região.

Foi um ano bem diferente do que o PS estava habituado. E isso acabou por se notar na oposição que se fez e também na oposição que não se fez. Por isso mesmo, há algumas notas que o partido deve registar e considerar para os próximos 3 anos:

1- Os viseenses começam a ficar desiludidos com o actual executivo camarário liderado por Almeida Henriques. É preciso, portanto, saber lidar com esta nova realidade, agora que passou o “estado de graça”.

2- O cabeça de lista do PS às próximas eleições autárquicas terá de surgir durante 2015.

3- É importante dar início à preparação do programa político do PS para 2017.

4- Continuar a aproximar cada vez mais o partido da sociedade com acções concretas.

 Os próximos desafios são grandes, mas exequíveis.

O PS tem de dizer aos viseenses o que idealiza para a cidade nos próximos 10 anos. Ou talvez 20. Ou talvez 30, porque não?

Que cidade queremos? Que tipo de competitividade? Queremos uma indústria direccionada para quê? Como garantimos a sustentabilidade dos serviços públicos e do território? Quais as estratégias para a questão demográfica e a desertificação do território? Quais as infra-estruturas ainda necessárias?

Seria interessante ter esse debate e preparar esse estudo. O PS fez coisas brilhantes no passado, em termos de programas políticos. Desta vez, talvez fosse boa ideia tentar ir ainda mais longe e “olhar” a 10, 20 ou 30 anos. Estar na vanguarda, tanto no conteúdo como na forma, pode ser o caminho para o sucesso.

José Pedro Gomes

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