António Costa, Grécia e “sinais de mudança”

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Há dias lá foi, com pompa e circunstância, o nosso Primeiro Ministro, António Costa, à Grécia, assinar uma declaração contra a austeridade e insuflar a geringonça com oxigénio. Quem lesse a imprensa portuguesa (quanto à estrangeira o encontro foi amplamente ignorado) ficava com a sensação de que estas duas mentes brilhantes iriam revolucionar a europa e criar uma nova corrente sulista. Até que enfim! Rumo ao lugar que pertencemos!

São, porém, conhecidas as dificuldades com que a entourage socialista se deparou até marcar o date: é que Tsipras e o Syriza têm estado muito ocupados com várias visitas alternando entre  instituições como a troika – para negociar um terceiro resgate que inclui um pacote de medidas de austeridade (sim, aquele que declaram ser contra) adicionais – e visitas de chineses, como a China Ocean Shipping Group que pagou milhões de euros pela concessão do porto Pireu.

Hoje, acordamos com notícias de que a Grécia está a ficar sem dinheiro e Tsipras sem aliados. Perante isto, convém recordar que aquando das eleições gregas António Costa entendia que  a vitória de Tsipras“um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha”. Portanto, daqui por uns meses Portugal estará sem dinheiro, à beira de um terceiro resgate e com visitas de chineses para comprarem o nosso querido país. A única questão é: Costa, tal como Tsipras, ficará isolado ou arrasta consigo os dois partidos que o apoiam no Parlamento?

Captura de ecrã 2016-04-28, às 10.33.54