Brasil, vítima da má gestão e da apropriação indevida do Poder

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O processo de Impeachment por que passa a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é resultado de sucessivos erros e consequência de uma fracassada gestão a qual fez a presidente praticar crime de responsabilidade ao maquiar as contas públicas para não perder as últimas eleições. Não foi a oposição, não foi o juiz Sérgio Moro ou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que provocou a queda da presidente. Ela mesma é a grande culpada por sua saída, ao não conseguir contornar a crise política que afetou gravemente a área econômica do país.

O povo brasileiro mantinha-se em silêncio diante da maior parte dos doze anos de governo petista que desvendou vários escândalos de corrupção, como o que ganhou destaque internacional: o ‘Mensalão’. A compra de votos de parlamentares a favor de propostas do governo por meio de grandes personagens petistas que acabaram presos desviou mais de R$101 milhões de recursos públicos. Por qual razão Lula não sofreu impeachment? Lhes respondo: porque até o final da gestão do ex-presidente Lula, a área econômica ainda crescia, a inflação ainda estava controlada e o povo, ao receber estabilidade econômica, devolveu ao seu governo estabilidade política.

A presidente Dilma Rousseff recebeu o país crescendo a 7,5% ao ano, com inflação a 5,9% e decepcionou toda a população ao fracassar na gestão das contas públicas e assumir o comando pessoal da área econômica, trazendo caos em vez de ordem. As chamadas ‘pedaladas fiscais’ configuram crime de responsabilidade, previsto na nossa Constituição Federal como motivo suficiente para o Impeachment. Além disso, se seu processo de impeachment for aprovado no Congresso Nacional, ela deixará a seu sucessor a tarefa difícil de lidar com o rombo nas contas públicas que pode chegar a R$ 60,2 bilhões.

Hoje, o Brasil é um dos países com o pior crescimento entre as 16 economias incluídas em uma tabela do estudo do Fundo Monetário Internacional – o FMI.Tivemos a nota de crédito rebaixada e perdemos o selo de país bom pagador.  A presidente se recusa a fazer reformas básicas, como reduzir cargos comissionados e enxugar a máquina pública. Esses atos tolos fazem com que não tenhamos credibilidade diante do cenário econômico mundial.

Ao perceber que o principal motivo da recessão, da inflação chegar à casa de dois dígitos e do desemprego afetar 10,4 milhões de brasileiros é a corrupção, os brasileiros resolveram soltar a voz e ir às ruas pedir pelo fim da corrupção e mais recentemente pela saída da presidente. Com uma carga tributária de 33,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, o Brasil lidera os países da América Latina e Caribe que mais cobram tributos com pouco retorno aos contribuintes em serviços de qualidade. Entre todos os setores, a indústria foi a que mais sofreu ao registrar pior desempenho desde 2003.

Os petistas praticaram tráfico de influência e entranharam a corrupção nos órgãos públicos que movimentam grandes quantias em dinheiro. A corrupção na Petrobras decepcionou o país. A estatal, que era motivo de orgulho para a nação, foi usada para manter o projeto de Poder de Lula, Dilma e do PT ao ser protagonista de um dos maiores escândalos de corrupção do mundo. O chamado Petrolão quebrou Petrobras com rombo estimado pela Polícia Federal em R$ 42 bilhões, mas que há indícios de que seja maior. Outras instituições são alvos de investigações, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – o BNDES, que tem indícios claros de tráfico de influência praticado pelo presidente Lula em favor de empresas como a Odebrecht. O Brasileiro precisa voltar a sentir confiança em seus governantes e orgulho de sua nação.

Sofremos da falta de um projeto político nacional, todas as nossas mazelas só podem ser remediadas por amplas reformas estruturais que o atual governo não tem coragem, credibilidade e força para realizar. Golpe não é usar a constituição para enxotar um governo corrupto. Golpe é fazer uso pessoal e partidário da máquina pública, interferir entre os poderes de Estado e tentar nomear como ministro o ex-presidente Lula, investigado como maior beneficiário do Petrolão, para que com o foro privilegiado escape momentaneamente da prisão.

Dilma foi eleita com 54,5 milhões de votos, mas de acordo com as últimas pesquisas, 70% dos 200 milhões de brasileiros sentem-se insatisfeitos com o seu governo. A sociedade moderna aguarda mudanças rápidas e atualmente os cidadãos vivem em uma crise de representatividade por não confiar mais que seus representantes pensem na nação em vez de em si próprios. Diante de toda crise por que passamos, espera-se, no mínimo que nosso próximo governante encare os desafios de frente e tenha coragem de realizar as reformas tão aguardadas pela população. São com desafios como esse que o Brasil tem a oportunidade de amadurecer a democracia e o pensamento do eleitor para que possa votar com mais consciência e discernimento nas eleições.

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Alexandre Baldy é deputado federal pelo estado de Góias, com 107.544 votos em todos os 246 municípios.
Licenciado em Direito e ex-secretário de Comércio e Indústria, foi na sua gestão na SIC que Goiás bateu recordes no crescimento, com a atração de R$ 31 bilhões em investimentos e criação de mais de 210 mil empregos. Com 35 anos é tido como um dos 150 melhores deputados do Brasil e é com gosto que o Rúben Fonseca o tem como seu convidado na Quadratura.