Entrevista a Bruno Quadros

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Entrevista a um grande parceiro da Quadratura da Sé.

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Bruno Quadros

Nasceu em Dezembro de 1978 em Viseu.
Casado e pai de duas princesas. Aprendeu muito com a paternidade. Acha que é difícil ser pai, mas acredita que as coisas podem ser mais simples do que normalmente se imagina.
Os seus dias são repletos…as rotinas, as filhas, a esposa, as fotografias, a preguiça, o crossfit, BTT…
Adora o Benfica! Nas horas de descanso, opta por um bom gin tónico, um jantar acompanhado pela cara-metade, família ou amigos.

Vamos à entrevista.

Quadratura da Sé (QdS): Como começou a fotografia?

Bruno Quadros (BQ): O meu pai era fotógrafo e videógrafo por hobbie e cresci a vê-lo de “máquina em punho”.
Aos 9 anos, comecei a ir com ele para casamentos e batizados, na altura só para transportar as malas e ligar os iluminadores. Com 12 anos comecei a filmar como segundo câmara; aos 14 anos filmei o primeiro casamento sozinho.
Aos 16 anos comecei a levar uma máquina fotográfica e a dar os meus primeiros disparos. Quando comecei a tirar fotografias, eu não sabia o que estava a fazer e como aprendiz eu tinha noção que a única forma de aprender e me tornar num fotógrafo melhor seria tirando fotografias todos os dias.
Tinha 17 anos quando fiz a minha primeira reportagem de fotografia sozinho: um batizado.
Nestes últimos 15 anos, tive a oportunidade de aperfeiçoar os meus conhecimentos técnicos e desta forma ganhar mais experiência para alcançar novos horizontes.
Frequentei variadíssimas formações, workshops e masterclasses de técnica de fotografia e tratamento de imagem, com vários fotógrafos, criativos e investigadores no domínio da fotografia em geral e, em particular do Photoshop e Lightroom.
Com o rendimento obtido através de trabalhos fotográficos, fui podendo atualizar o meu equipamento.

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QdS: Qual foi o momento em que decidiste que esta era a tua vida?

BQ: Eu apercebi-me que conseguia captar emoções e contar histórias de uma forma muito particular e muito bonita.
Comecei a trazer amor e felicidade às pessoas com a minha arte e compreendi que este era o meu futuro.
Eu costumo dizer que tudo começou como um HOBBIE que rapidamente deu lugar a um SONHO, tendo-se concretizado na criação de uma EMPRESA onde trabalho com todo o PRAZER na profissão que AMO.

QdS: Quais são os tipos de trabalho que mais gostas de fazer?

BQ: Eu identifico-me muito com a fotografia de casamento porque acho que é um momento da vida em que, mais do que nunca, as emoções estão à flor da pele!
Para mim, um casamento é um evento único na vida que deve ser fotografado em silêncio, com simpatia, e sem que o fotógrafo dite o que acontece à sua frente. Eu adoro produzir imagens que são honestas e verdadeiras, e que poderão ser apreciadas pelas gerações vindouras. Compartilhar com os meus clientes esses dias vividos com tanta emoção e prazer e depois constatar o seu reconhecimento pelo meu trabalho…é tudo o que preciso para me sentir feliz e realizado profissionalmente.

QdS: Como descreves o teu estilo de fotógrafo?

BQ: Irreverência, inovação, ousadia, sensualidade, criatividade, rigor, profissionalismo, tecnologia e qualidade são alguns dos adjectivos que caracterizam o meu trabalho.
Discreto. Esta é a palavra que gosto de usar sempre que alguém me pede para descrever a minha abordagem para fotografar. A definição do dicionário é simples e concisa; não chamar a atenção.

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QdS: Qual foi a situação mais embaraçosa ou engraçada que tiveste enquanto fotógrafo?

BQ: Acontecem, por vezes, situações muito engraçadas, seja porque um convidado se empolgou demasiado na hora errada, uma das crianças faz uma careta engraçada ou um animal de estimação decide aparecer de surpresa.

QdS: De onde vem a tua inspiração para continuares a inovar numa atividade tão exigente?

BQ: Eu apaixonei-me pela fotografia da mesma forma que me apaixonei pela minha esposa, um dia de cada vez e todos os dias mais uma vez.
A melhor parte do meu trabalho é que eu tenho de interagir e ser uma parte integrante da diversão. O que me inspira é conhecer os meus clientes, capturar as interações reais e contar a sua história. Cada disparo é único e uma nova oportunidade para eu partilhar com os outros a minha paixão pela fotografia com um estilo moderno e sincero.
Cada casal que eu conheço e cada história que eu conto fazem-me sentir eternamente grato por ter seguido este caminho.

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QdS: Quais os fotógrafos que mais admiras?

BQ: Gosto de acompanhar o percurso quase diário, de vários fotógrafos, nomeadamente o Jonas Peterson, o Evandro Rocha e o Nelson Marques.

QdS: Como vês o mundo da fotografia atualmente e no futuro?

BQ: Para ser franco eu acho que o trabalho de um fotógrafo é subestimado. Hoje em dia um fotógrafo a tempo inteiro depara-se com algumas dificuldades:
• tem um rendimento incerto;
• a concorrência é cada vez maior (qualquer pessoa pode comprar uma máquina relativamente boa e pôr em causa, de certa forma, o trabalho de profissionais devidamente habilitados);
• despende muito tempo e energia;
• tem que se reinventar constantemente para fazer face às constantes exigências do mercado.
Provavelmente, daqui a uns anitos, os iPhone15 (ou o que quer que seja) já vão estar dotados de sensores “full-frame” e será, incrivelmente fácil, captar uma imagem quase perfeita.
Não obstante todos estes avanços tecnológicos, espero que o trabalho dos fotógrafos profissionais seja mais bem apreciado e valorizado. Nós temos o olhar, a sensibilidade e os conhecimentos que podem dar a qualidade que a Fotografia exige.

QdS: Novos projetos para o futuro?
BQ: A ver vamos…o que o futuro nos reserva 

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QdS: Uma fotografia vale mais que mil palavras?

BQ: São formas distintas de comunicação e ao mesmo tempo são complectivas. Ambas se sujeitam a quem as decifra. Uma palavra pode abranger um universo de imagens e, por outro lado, uma fotografia pode ter a subtileza de nos deixar sem palavras.

QdS – A fotografia “ideal” de Viseu.
BQ: O Centro histórico da cidade, nomeadamente a Sé Catedral, à noite.

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