Era uma frigorífico, por favor

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O meu texto de ontem, para o jornal i:

António Costa, edil lisboeta e candidato a primeiro-ministro, aprovou um perdão de 1,8 milhões de euros a um clube de futebol profissional. Até aqui nada de grave, caso as taxas e taxinhas indultadas fossem relativas a apoios a modalidades amadoras, juvenis ou outras actividades de interesse público. Mas não, as taxas e taxinhas da discórdia são relativas a capitalismo puro e duro – vulgo actividades comerciais.
 
Segundo consta, Mário Soares já alinhavou um duro roteiro sob o título “António Costa o perigoso neoliberal”.
 
Em causa não está o clube, nem poderia estar, este limitou-se a aproveitar uma benesse pré-eleitoral. Sejamos honestos, quem não aproveitaria? Em causa está o conceito BSF*, que subjaz a toda a acção política do Partido Socialista nas últimas quatro décadas, acção cujos resultados estamos a pagar.
 
Costa, que é acusado de não apresentar ideias concretas para um futuro governo nacional, mostra que se há coisa que não perdeu foi a veia esbanjadora socialista. Esta medida de pré–campanha é um sinal evidente do que ainda está para vir.  
Para esta campanha podemos sonhar com um regresso glorioso do Partido Socialista às saudosas campanhas dos anos 80 e 90, em que tudo era possível. Entretanto, como que não quer a coisa, já comecei a arranjar espaço na cozinha, na esperança de que António Costa faça a sua visita e deixe um microondas ou, quem sabe, até, o tão desejado frigorífico eleitoral.
 
 
 
Bolsos Sem Fundo – Política económica em que o despesismo impera e a posteriori alguém pagará a factura.

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