Feministas & Azedas

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Poucas coisas no mundo me dão tanto sono como uma feminista. Sobretudo quando o assunto é (que outra coisas poderia ser?! A amplitude intelectual e a abertura discursiva são marcas típicas das fascistas do género) criticar o patriarcalismo (ou o “poder masculino”). Convém sublinhar que a minha resistência ao sono é frequentemente testada com longas metragens, como muitos dirão, “ao estilo Manuel Oliveira”, mesmo assim não resisto a uma sesta sempre que uma feminista, nas redondezas, começa a falar.

Um dos grandes problemas do feminismo é o facto de tratar de todas as questões como assuntos políticos a precisar urgentemente de uma solução estatal: se a mulher se sente sozinha, se vomita de medo, se tem pressão arterial mais baixa que o homem, tudo isto é político e culpa do poder masculino. Veja-se que foram os homens que escreveram as teses de fisiologia e grande parte das constituições, logo… Aliás, um dos maiores desafios ao feminismo deverá ser combater o machismo por parte da selecção natural: o que fazer com mulheres que ficam grávidas e não os homens? Úteros e ovários são a prova terrível de que o universo é patriarcal e a dor de parto é uma componente desse plano terrível opressivo. Obviamente Darwin era um homem! E por falar em opressão,  para o fenómeno hipster parece que a Ciência encontrou uma fórmula explicativa que responde ao porquê dessa gente “hip” acabar por ser toda igual, mas para o movimento feminista parece-me desnecessário recorrer à Ciência para explicar a metodologias e lógica do movimento: o facto de transportar para a questão sexual a luta de classes, onde há um opressor e um oprimido. Se alguém tem de ficar em cima que seja a mulher!

Vem isto a propósito  de um diploma de 2012  que encontrei em investigações perigosamente autodidactas, do país governado pela senhora Presidenta, que determina que instituições de ensino públicas e privadas passem a emitir diplomas com “flexão do género” correspondente ao sexo do diplomado no momento de designar a profissão e o grau.

Para alguns letrados na questão, “a mudança é inócua além de confundir o título – mestre ou doutor – com o tratamento dado ao indivíduo, que tem função dialógica”. Por outro lado, as mulheres na sua actividade, no seu modo de ser, não são homens e, por conseguinte, a sua acção e a designação daquilo que fazem não pode ser medido ou designado por referência a um modelo masculino. Dilma é uma feminista azeda.

Esta situação transportou-me para uma cena do filme de Woody Allen em que um ditador da republica sul americana das “Bananas” institui no discurso de tomada de posse o sueco como língua oficial, obrigando os cidadãos a despir as roupas intimas de meia em meia hora. É vê-la aqui.

Graça Canto Moniz

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