Fernando Ferreira | “O Mundial do Brasil e nós”

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Convidado do Rúben Fonseca***

Quem já perdeu um pouco do seu tempo e viu, mesmo que por minutos, alguns dos jogos do mundial, deu o seu tempo por ganho, pois de facto este mundial tem batido todos os recordes.

Golos, muitos golos, jogos bastante disputados, surpresas relativamente ao desfecho de muitos jogos e muitas equipas a caírem na fase de grupos que ninguém previa.

Comecemos por analisar aquela que foi a prestação da nossa selecção, onde não fomos capazes de recuperar mentalmente depois daquele “terramoto” que foi o jogo com a Alemanha. Muitos erros, lesões, expulsão ou seja tudo que não se pede a uma selecção, nós conseguimos isso tudo no primeiro jogo. Depois foi uma bola de neve e com aquele empate muito amargo com os EUA, apenas adiámos aquilo que iria ser inevitável. O jogo com o Gana apenas serviu para limpar um pouco a nossa imagem. Conclusão, podemos discutir opções técnicas, tácticas, condição física e forma de muitos jogadores, mas agora não há nada a fazer, porque existe um seleccionador que está lá para tomar opções, no futuro vamos estar cá para julgar se aprendeu com os erros, esperemos que sim.

As selecções que me têm surpreendido pela positiva, são a Costa Rica e a Colômbia.

– A Costa Rica pois demonstra um espírito fantástico, uma entrega ao jogo inigualável, uma vontade de ganhar e  um acreditar impressionantes.

– A Colômbia porque tem apresentado o melhor futebol praticado neste mundial, com jogadores a explodir: casos de James Rodriguez e Cuadrado.

Quanto as minhas favoritas, o Brasil joga em casa e não tem feito exibições de encher o olho, mas mesmo assim tenho a sensação que vão chegar a final com relativa facilidade, (onde provavelmente e mediante aquele que foi o sorteio irá encontrar os seus rivais argentinos), ainda que colectivamente não tenham sido muito fortes, mas onde pontificam jogadores que numa fracção de segundo resolvem um jogo – casos de Neymar, Messi, Hulk ou Di Maria.

Temos também uma Alemanha que com o seu pragmatismo e a sua consistência podem chegar até à tão almejada final.

Esperemos que os restantes jogos continuem a proporcionar-nos golos, suspense até ao último minuto, excelentes jogadas, excelentes defesas, porque é isso mesmo que faz com que as pessoas sejam apaixonadas por este desporto que nunca irá morrer.

***Fernando José Almeida Sequeira Ferreira nasceu a 20 de Novembro de 1986 em Viseu. Com 7 anos de idade iniciou a sua formação como futebolista no Académico de Viseu, saltando anos mais tarde para a academia do Sporting Clube de Portugal, onde jogou como juvenil e júnior, sagrando-se campeão nacional de juniores, numa equipa treinada por Paulo Bento, onde jogavam também João Moutinho, Miguel Veloso, Nani, Mário Felgueiras, entre outros.

Conta com 11 internacionalizações pelas selecções jovens de Portugal e é hoje um dos jogadores mais respeitados no Clube Futebol Os Belenenses, o seu actual clube, onde na época 2012/2013 foi campeão da 2a Liga.

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