Future Islands – amanhã no Hard Club

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Lá estarei amanhã, no Hard Club, no Porto, para o concerto dos Future Islands, com a Sara, o Bernardo, a Gabriela, o João Paulo, a Catarina, o Pedro e o João.

Esta é uma banda que conheço há muito pouco tempo, mas pela qual rapidamente me apaixonei.

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É muito difícil descrever o que se sente ao ouvi-los. Nomeadamente, ao apreciar o que faz Sam Herring. Fiquem, por isso, com uma descrição do Vítor Belanciano, do Público, e com a actuação dos Future Island no programa do David Letterman.

É uma das imagens do ano. Sam Herring, cantor dos americanos Future Islands, gesticulando e dançando nos estúdios de TV mais famosos do planeta (da americana CBS à inglesa BBC), em momentos que se tornaram virais, enquanto canta Seasons (waiting for you), o sucesso pop mais inesperado de 2014.

Só visto. Há quem se ri, pelo inesperado da performance de Sam Herring. E há quem se emocione a valer, pela honestidade e pela forma descontraída como supera todos os códigos daquilo que é suposto ser a performance vocal e física de um vocalista dos meandros pop alternativos, onde esses rituais são valorizados.  

Talvez esse à-vontade insolente, que escapa a todas as definições, seja a faceta mais saudável do grupo de Baltimore. Em termos de som, não são assim tão diferentes de muitos outros grupos pop-rock com influências dançáveis, com um todo que é ritmado e alegre, uma espécie de Beach House sem melancolia.

Mas o invulgar vocalista dá-lhes uma tonalidade diferente. Em primeiro lugar, existe a voz, rugosa e profunda, uma espécie de Joe Cocker à frente de um grupo que queria ser alternativo. Depois, existe a performance contagiante do cantor. Quando se emociona a valer, urra e grunhe, batendo no peito perto do microfone, com o barulho seco interferindo no som da canção, enquanto dança de joelhos e costas dobradas para a frente, lançando um ar maníaco para a assistência. Sam Herring é a personificação de tudo aquilo que um conjunto de notas pretende transmitir.

Lançado no início do ano, o álbum Singles chegou ao de leve, sem grandes alaridos. Até que os Future Islands actuaram no programa de TV do americano David Letterman e os vídeos dessa e de outras actuações, como noshow de Jools Holland na BBC, tornaram-se virais.

Foi assim, graças a uma canção e ao carisma do cantor, que os concertos se multiplicaram e uma banda com dez anos de existência obscura, com três álbuns na bagagem, se tornou conhecida.  

José Pedro Gomes

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