Homenagem formal.

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34 Anos passaram da morte de Francisco Sá Carneiro (FSC).

Amanhã como sempre nesta data, generalizam-se as homenagens à sua memória; uns porque invocam verdadeiramente, outros porque a usam convenientemente. Homenagens que se repetem ano após ano como se de um acto de purificação se tratasse.

Se Francisco Sá Carneiro fosse vivo o primor pela Social Democracia seria maior. Seria maior o respeito que temos pela liberdade individual do sujeito e pela sua condição. O cunho tremendamente humanista e olhos postos na prosperidade do nosso país e das nossas gentes, não deixa margens para dúvidas. Vivemos uma oportunidade única de construir um país novo, humano e justo. Não apenas, um país para alguns! Dizia ele.

Dá a sensação que quanto mais se homenageia FSC, mais se insiste em seguir o caminho oposto. Teimamos na homenagem formal e esquecemos ano após ano do conteúdo da homenagem.

Sá Carneiro não é a sua morte trágica, é o seu legado que não se dissemina através das palavras, mas pelos gestos, pela politica e pela coragem. Na verdade, Sá Carneiro não admitia dúvidas: Propomo-nos a construir, não uma simples democracia formal, mas sim uma autêntica democracia politica, económica, social e cultural. Primeiro Portugal, depois o partido, por fim, a circunstância pessoal de cada um de nós.

[Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto].

Rúben Fonseca

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