Investir ou não investir?

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Estamos em Outubro de 2014. Passou 1 ano de mandato do executivo camarário liderado por Almeida Henriques. Nota-se um estilo substancialmente diferente. Mais arejado em várias áreas e no qual me revejo mais, como já tive oportunidade de dizer algumas vezes (http://quadraturadase.com/almeida-henriques-um-presidente-que-da-razao-ao-ps/).

Passam agora também cerca de 9 meses desde a inauguração do Gabinete de Apoio ao Investidor.

Vamos elencar os objectivos e os serviços do organismo:

• Apoiar, facilitar, atrair e incentivar projectos de investimento empresarial no concelho de Viseu, reduzindo custos de contexto e criando um ambiente óptimo à sua concretização;

• Disponibilizar um serviço de informação, atendimento e acompanhamento preferencial, qualificado e ágil aos empresários;

• Assegurar um acompanhamento permanente aos processos de investimento, facilitando a identificação de questões críticas e a interlocução de atores;

• Prestar informação sobre instrumentos de apoios ao investimento empresarial, ao empreendedorismo e à revitalização de empresas, nos diversos sectores de actividade;

• Desenvolver um serviço informativo económico e uma base de dados cadastral da actividade empresarial no concelho, reforçando a atractividade empresarial, o empreendedorismo local e a fixação de modelos empresariais sustentáveis e competitivos.

SERVIÇO INFORMATIVO ÀS EMPRESAS

• Oportunidades de investimento em Viseu;

• Incentivos ao investimento;

• Localização adequada para a instalação das actividades económicas;

• Legislação aplicável às actividades económicas;

• Informação económica.

APOIO ESPECIALIZADO ÀS EMPRESAS

• No acompanhamento de processos de investimento e na interlocução com autoridades e entidades relevantes;

• Na tramitação dos pedidos de licenciamento industrial;

• Na resolução de questões relativas ao licenciamento de actividades económicas;

• Na promoção de encontros empresariais e procura de parceiros;

• Nas iniciativas de expansão e internacionalização das empresas sedeadas no concelho;

• Na resolução de problemas resultantes do exercício de actividades económicas;

• Nos processos de investimento no concelho.

Estes gabinetes existem por todo o país. É daquelas modas que surgem nas promessas e nos processos autárquicos. Concordo com a ideia na mesma.

Mas, se pensarmos bem, qual vai ser a vantagem do Gabinete de Viseu em relação ao de Coimbra, por exemplo? Ou ao de Tondela? Em que termos se diferencia? Ou não interessa essa certa “concorrência”? Mas a ideia não é também atrair?

É um facto que está a resultar em termos de licenciamento de actividades empresariais e “andamento” de processos. O que, só por si, já é uma boa notícia.

Mas, a meu ver, e tendo em conta as competências associadas, ainda falta o resto. E esse resto tem a ver com muitas variáveis. Algumas delas, difíceis de mensurar, tais como a actividade e atractividade da cidade, a sua imagem forte e os seus recursos endógenos. Aí está a ser feito um bom trabalho. Mas ainda há muito a acertar. E os parques industriais do concelho, a fiscalidade, a diplomacia económica, a aposta em I&D e formação profissional, apoios à criação de novos postos de trabalho, constituem outras variáveis cruciais.

Foi fundamentalmente neste âmbito que este executivo prometeu fazer diferente. E ainda estamos à espera.

Espero que Almeida Henriques e a sua equipa reparem isto a tempo, não entrando em teimosias e não insistindo em fórmulas sem resultado concreto.

José Pedro Gomes

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