Mundo às peças

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A guerra na Ucrânia e a irreverência russa, a instabilidade na política grega e a incerteza do Euro, o conflito israelo-palestino, a crueldade do Estado Islâmico e a sua incompatibilidade com o mundo ocidental, são temas/problemas fresquinhos que têm gerado grande preocupação para a humanidade reproduzindo um sentimento de incerteza sobre o dia de amanhã.

Com o desenvolvimento dos últimos acontecimentos, temo que as dificuldades (a sério) vão bater à porta nos próximos anos, com economias a cair, governos a activar a politicas proteccionistas, países a reclamar soberania, impérios empresariais em falência financeira, bancos sem dinheiro e pessoas sem poupanças. E estas consequências trazem outras, como a instabilidade social, aumento do terrorismo e a fragilidade na justiça. Espero estar completamente errado.
Reconhecemos agora que o mundo não está unido. Na escola, na Universidade, na tv, na rua, no café, no ginásio, nas redes sociais, o conceito “aldeia global” é um dado adquirido. Infelizmente, verificamos que não estamos em harmonia nessa grande aldeia. De facto, há muitas ligações e parcerias internacionais, mas estas estão longe de estar em sintonia. De global, conheço o Google e o Facebook por exemplo, e mesmo esses também não estão abertos a todas as comunidades, claro está, devido a politicas e restrições de alguns governos internacionais. Um sinal evidente de desagregação ou desarmonia.
Os problemas mundiais são tantos que confundem a abordagem generalizada. Tudo é questionável ao ponto de tentarmos ver razões plausíveis para os que são teoricamente, os infractores. Entende-se sempre que há dois lados, duas versões, dois pontos de vista, dois “mundos”. Dá a sensação que os dois mundos não se entendem, não têm respeito e nunca vão ceder.
Assusta-me pensar que uma séria crise internacional poderá chegar ao nosso quotidiano, ao ponto de não haver condições de sobrevivência. Não, não estou a falar em dificuldade para comprar Iphones.
Numa altura em que tanta gente é motivada a “aguentar” a crise dos mercados financeiros, muitos até investem em pequenos negócios com estratégias a médio prazo. Investimentos com grande sentido orçamental e aplicados em negócios favoráveis, que amanhã podem deixar de ser porque rebenta a bolha e começa uma guerra mundial. A incerteza no investimento impera, a imprevisibilidade aumenta a cada dia que passa.
Já que investir é difícil e não é para todos, “expectativa” é o comportamento mais identificado e aceitável na sociedade numa altura de extrema insegurança em praticamente todas as áreas de acção, principalmente nas finanças, justiça e educação.
Sigo a esperança de viver num mundo estável e seguro, mas mais certezas tenho que isso nunca aconteceu e não vai acontecer.

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