Não é golpe não, são jogos e traições.

By  |  0 Comments

O momento da saída não é fácil, pior é quando as razões não são boas. Sair ou entrar na cena política associado a acções de influência de poder dá sempre mau resultado. É bom para o mundo ver a transparência ou a falta dela começar a ter resultados práticos nas organizações políticas, decisões nacionais e internacionais. A agora ex-Presidente Dilma acabou por ser utilizada pelas televisões e toda a comunicação social para mostrar que a ganancia pelo poder não compensa, e só pode ser devido a este aspecto que a própria afirma que o Brasil está a ser alvo de um golpe. Não é um golpe Dilma! No máximo eu chamar-lhe-ia uma traição. Um golpe é, por definição, algo que não segue as regras estabelecidas na lei. O que aconteceu está longe disso. Não é golpe, é mais uma traição da vida política ou uma sacanice dos seus “manos”. Os “manos” também sabem que amanha é a vez deles, mas enquanto passam isentos da corrupção lá continuam a atacar a pobre Dilma. Por exemplo, mais de metade dos senadores são alvos da justiça num ou outro processo. São pessoas que têm processos a decorrer em tribunal que tem legitimidade para destituir uma Presidente? É isto que a meu ver está mal. De resto, fez-se justiça na destituição de Dilma. Todos nós ouvimos a escuta que tinha como intervenientes a Dilma e o ex-Presidente Lula, e pessoalmente, não consigo apoiar um chefe de Estado que tente alterar o sistema, impedindo que determinado individuo seja levado à justiça por intermédio da ajuda do poder governamental.

Posto isto, e com todo o devido respeito, Txau Querida.

Gustavo Brás