nos 70 anos de Diane Keaton (ontem)

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lembrei-me do dia, melhor da noite, em que vi pela primeira vez este filme. Era nova e assisti com uma pessoa que ainda não conhecia bem mas que, mais tarde, com o passar do tempo e das coisas, se revelou uma desilusão. Além de não me esquecer disso, que guardo para a vida como mais uma desilusão entre tantas outras, tenho bastante presente um sobressalto interior que me apoquentou  a partir desta cena até ao fim do filme, até hoje, quando percebi que as legendas, nesta cena, representam a distância entre as nossas conversas, as nossas palavras, o seu significado, os nossos pensamentos e os nossos atos.  Isso, distância: origem de todas as desilusões, com os outros e connosco. Mais tarde, o sobressalto regressou, para nunca me deixar, quando vi alguns filmes de Rohmer.