Novos modelos de Gestão Autárquica

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A velocidade da mudança e a constante “transformação das realidades” coloca em linha vários desafios à sociedade. Por mais que pareça que existem forças para o retrocesso sobre a proximidade dos povos e abertura do mundo, este nunca mais será o mesmo que era há 30 anos atrás. Tornou-se imprescindível pensar em estratégias a médio/longo prazo, por mais imprevisível que seja qualquer contrariedade.

Hoje, o risco é maior, a margem de erro aumenta e a incerteza cresce. Há que saber viver com isso. O poder local é um desafio entusiasmante se tiver uma perspectiva em que a competição entre cidades não aconteça só no plano regional ou nacional, mas também na esfera internacional. Era bom vermos partidos da oposição a abordarem publicamente este assunto. Já é prática corrente, o estabelecimento de relações de cooperação entre municípios e representações diplomáticas estrangeiras, câmaras de comércio, associações, agências e outras estruturas de representação e promoção de interesses internacionais.

O desnorte político das oposições revela, sobretudo, ausência de um projecto político, o que faz em Viseu ninguém acreditar em “cantigas da rua”. Falta carisma, é verdade …mas principalmente ideias. Não vemos os actores políticos viseenses, nomeadamente da oposição, a terem uma postura pró-activa e construtiva, lamentavelmente canalizando esforços para a crítica fácil sobre quem executa. A gestão e a crítica autárquica deve concentrar-se no investimento em infraestruturas escolares, em preservação e valorização do património e cultura, infraestruturas de mobilidade e transportes, melhorias no espaço público, impulso ao empreendedorismo local, entre outras, mas também em afirmar soluções locais como importantes contributos para desafios globais.

Que Viseu pode fazer muito mais, nós sabemos. Queremos saber quem o pode fazer no futuro e que contributo já fez no passado. Acreditando no firme propósito de todos os partidos políticos em contribuir para o progresso de Viseu, a sociedade espera ver mais ideias e mais pessoas novas na política.

Gustavo Brás

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