Padrão Ruas

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Jornal do Centro – 31/10/2014

Sim caro leitor, é exactamente o que está a pensar: o título é uma referência ao anterior autarca viseense, agora “nosso” representante no Parlamento Europeu. O padrão Ruas está intrinsecamente ligado a outro conceito a que a nossa cidade esteve, durante o império do agora eurodeputado, associada: “a cidade-jardim”. Entenda-se: uso o termonaquele sentido, mais simples e menos polido, de limpeza, higiene sanitária e cuidado com o pormenor. Defendo que, nesta matéria, se os brasileiros exigiram um padrão FIFA, os viseenses devem exigir um padrão Ruas. Alcafache é a nossa Copacabana, não duvide!

Apesar do reumático cultural de algumas dimensões da potestas do outrora autarca, sou avessa a mudanças e não tenho dificuldade em reconhecer que o que é bom  deve ser preservado e continuado. Para os assuntos da comunidade aplico sempre a máxima que aplico a assuntos da vida: “manutenção antes da revolução”.

A verdade é que Fernando Ruas mantinha uma cidade bonitinha, arranjadinha, triunfal, com rotundas ajardinadas de encher o olho a “camones”. Certo é que, a continuação deste rigor estético pelo novo autarca viseense seria tão irrealista como a minha vitória no Festival da Canção.

Para Ruas, Viseu era um jardim; já Almeida Henriques transformou a Câmara num jardim-de-infância.

Ainda assim, à laia de provocação, gostaria de pedir ao Senhor Presidente da Câmara, por exemplo, a limpeza da ciclovia …. Bem sei que o actual autarca procura destacar-se, por razões eleitoralistas, de Fernando Ruas, ainda assim, há que gerir com cautela essa ruptura radical e ter humildade, digamos, moral, para assumir o lado bom do legado do “ruismo”.

Graça Canto Moniz

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