…Por favor!

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Hoje, o PSD e PS aprovaram na Assembleia da República a reposição das subvenções a antigos titulares de cargos políticos. O CDS absteve-se, PCP e BE votaram contra.

Do Partido Socialista já pouco se espera. Com ou sem António Costa, saberíamos que o descontrolo financeiro e o falso moralismo iam de facto imperar. É a passagem de testemunho. O PS não tem propostas para o país e entretém-se com palpites sobre o que todos sabemos que não deve ser feito. Contudo o meu partido não é igual ao PS.

O meu partido é diferente. É diferente na sua essência, na sua génese, mas, hoje, ficou provado que não nos seus actores. Esses, tal como o povo tem vindo a dizer, demonstram ser todos iguais. Hoje, os deputados do meu partido, desapontaram-me!

Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (clique para ver a composição), aprovou a proposta que repõe as subvenções a antigos titulares de cargos políticos e o PSD, o meu partido, votou a favor. Sim, a favor!

Votou a favor o meu partido que sustenta o governo, e que o apoia nos cortes na Cultura, na Educação, na Saúde, na Segurança Social e hoje, aprovou também a perda de mais de 7 milhões de euros por ano em bónus para os antigos titulares de órgãos políticos. Os deputados do meu partido deveriam ter vergonha e por isso, exijo-lhes um pedido de desculpa, porque não sabem o que representa a Social-democracia.

Não admito este tipo de postura ao meu partido e aos deputados que me representam na AR, porque a questão não é quanto à forma, mas ao conteúdo da proposta que a todos os níveis é imoral, desonesta e veremos se não é inconstitucional. No tempo e na essência.

Hoje, os cidadãos da República Portuguesa têm razão quando se manifestam contra os seus governantes. Hoje, calo-me quando me dizem que na politica o sentido é o “self-service”. Hoje, em Portugal caiu a máscara aos dois maiores partidos com assento parlamentar. Perdi eu, perderam os meus concidadãos, mas ganhou Marinho e Pinto, o PODEMOS e outros tantos contra os quais sempre argumentei que coisas destas, no meu partido, jamais aconteceriam.

Hoje, calo-me! Leio Padre António Vieira e reflicto:

Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo. Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.

Rúben Fonseca

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