PPD/PSD – 40 anos a construir a democracia

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Esta semana o PPD/PSD – Partido Social Democrata, comemorou o seu 40º aniversário.

Na Alfandega do Porto, compareceram mais de mil militantes que não quiseram deixar de estar presentes na festa da social-democracia e na homenagem (sentida), a todos quantos ajudaram a fundar este nosso partido, que comemora tantos anos quantos são os da democracia e da sua conquista.psd40

Desde os antigos presidentes (à excepção de Cavaco Silva e Durão Barroso, por razões obvias), todos estiveram presentes. De Fernando Nogueira a Manuela Ferreira Leite, juntos vivemos o que foram 40 anos a ajudar a construir a democracia participativa e a lutar por um país mais justo, mais próspero e mais igual para todos. Entre referências a datas e personalidades importantes, não podia deixar de haver o reconhecimento ao visionário ou simplesmente ao Homem a que todos, dos mais variados quadrantes ideológicos, reconhecem virtudes dignas de um estadista – Francisco Sá Carneiro.

“Ninguém se pode esquecer que este é o partido de Francisco Sá Carneiro “- PPC

Francisco Pinto Balsemão, militante número 1 e presidente da Comissão “40 anos do PPD/PSD”, discursou emotivamente, lembrando o percurso do Partido Popular Democrático, recordando às gerações presentes o sentido da social-democracia, as «mudanças aceleradas», resultantes do normal decurso do tempo e explicou as trave-mestras que edificaram o nosso partido, clarificando a maior das ideias e a mais clara das convicções:

”Não somos liberais, somos social-democratas”.

Elogiou o percurso feito pelo governo até então, as dificuldades, mas sobretudo a certeza com que tem aplicado as duras, mas necessárias medidas e referiu o orgulho que o país deve sentir pelo modo como estamos a ser conduzidos.

alfandegaNuma Alfandega do Porto a rebentar pelas costuras, o Partido uniu-se para lembrar ao país que a democracia também foi obra do PPD/PSD e que sem este partido fica a certeza de que teria sido mais difícil conquistar tudo o que democracia nos trouxe. No dia em que também se recordava a conquista da liberdade, com alusão aos 40 anos do 25 de Abril de 1974, a certeza de que hoje, o nosso país conhece outra conquista: a de que não somos mais reféns da ajuda externa e de que, com o contributo de milhões e milhões de portugueses, conquistamos a nossa autonomia financeira. Afinal, era este o desígnio que Francisco Sá Carneiro, traçava para o PPD/PSD: “Propomo-nos a construir, não uma simples democracia formal, mas sim uma autêntica democracia politica, económica, social e cultural. Primeiro Portugal, depois o partido, por fim, a circunstância pessoal de cada um de nós”.

Foi desse modo que o Primeiro-Ministro e Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, orientou o discurso. Lembrando de que todo o sacrifício valeu a pena e que o esforço foi compensado, salientou que temos uma reserva financeira para um ano, quando “na altura do resgate, não tínhamos nem para um mês”. Discurso vigoroso, direccionado e entusiasta (podendo ter sido mais entusiasmante), Pedro Passos Coelho disse o necessário e fê-lo de forma clara e destemida, lembrando que foi “esse partido que não vinha da extrema-esquerda, nem do socialismo”, que veio dar esperança ao país. Aliás, os últimos dados apontam para uma melhoria na economia e na situação socioeconómica do país, senão vejamos:

– A comissão europeia aponta um crescimento para Portugal em 2014, na ordem dos 1,2% e acredita nas metas do Governo em 4% do défice em 2014 e 2,5% em 2015;

– Os juros da dívida pública bateram recordes históricos (2 e 5 anos);

– Previsão da diminuição da taxa de desemprego/desemprego Jovem;

– Crescimento do PIB acima das previsões;

Por fim e não menos importante, a superação com distinção das avaliações dos credores que tem permitido a renegociação as condições da divida, tornando-as mais favoráveis.

Se é certo que não nos bastarão os números para nos dar ânimo é com eles que vivemos e a certeza de que darão sempre esperança acrescida. O PPD/PSD, sempre foi um partido comprometido com a sociedade civil e incumbido de recuperar Portugal das suas mais difíceis circunstâncias. Um partido tremendamente humanista e interclassista que não se demite da responsabilidade, quando seria bem mais fácil ceder. Um partido que retira do estado o pendor dominador e determinista, colocando ao serviço dos cidadãos e da iniciativa privada a sua escolha e vontade.

Esta cerimónia emocionante dos 40 anos do PPD/PSD, que encheu de orgulho cada um dos militantes presentes, mostrou a todos que a social-democracia está viva e que o nosso desígnio foi, como continua a ser, cumprir Portugal!

Rúben Fonseca

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