Quando havia justiça

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Há muitos anos atrás, na zona de São Pedro do Sul, um incendiário – que em tribunal é considerado uma pessoa doente mental que toda a gente deve ter pena dele – ateou um fogo que se desenvolveu e ganhou larga dimensão. O tal “doente mental”, foi descoberto pela população residente naquela zona. Não foi preciso ir a tribunal. O povo tratou da sentença da forma como entendia ser justa. O tribunal realizou-se na própria rua. Afinal, o “doente mental” não estava alinhado com o interesse de todos. Ele gostava de atear fogos, e por consequência queimar casas e colocar vidas em risco. Morreu. Foi espancado, amarrado a uma árvore e queimado.

É a melhor solução? Não consigo responder a isso. Mas fica um sentimento evidente de que quem faz o mal é punido.

Quando é que vamos ver aplicada uma justiça severa nestes casos? Ano após ano, as mesmas histórias, mais incêndios, menos florestação, menos oxigénio, menos Portugal.

Gustavo Brás