Quem ganhou as “Presidenciais Brasil 2014” foi… o Marketing!‏

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Neste caso em especial, entenda-se Marketing Digital, uma ferramenta inteligente, eficiente e possivelmente viral na promoção e divulgação de um partido ou profissional politico.

Não podemos afirmar que esta ferramenta é a base da solução para a vitória, pode ajudar…ou não. Ou seja, pode ter efeitos positivos, mas também efeitos drasticamente negativos. São vários os exemplos em que se verificaram os efeitos do marketing, em Portugal por exemplo, José Sócrates protagonizou talvez o maior feito nesse sentido. É claramente uma figura que ficou esgotada de tantas referências a seu respeito nos media tradicionais e nos media sociais. O marketing não é tão simples como avaliar individualmente os factores pessoais, imagem, tom e colocação da voz, expressão facial, vestimenta e apresentação no geral, ou seja, é também importante na delineação da estratégia no geral, agendamento de acções, timings e participações.

Por exemplo, as eleições presidenciais no Brasil são um exemplo claro da luta no marketing politico na web. As redes sociais conseguiram a todo o tempo influenciar as intenções de voto. As publicações dos usuários, dos partidos políticos, dos apoiantes e figuras publicas alteraram sempre a percepção sobre os candidatos ao longo de todo o processo eleitoral. De registar que a maioria das publicações que se tornaram virais eram criticas negativas sobre os candidatos, na sua maioria, difamações pessoais, escândalos ou expressões menos conseguidas. Isto fez com que, naturalmente, não tenha havido uma escolha consciente do Presidente do Brasil. Ou seja, ganhou o candidato que conseguiu escapar a mais criticas negativas e não aquele que propôs o melhor programa eleitoral.

Não alargando muito mais, o Marketing Politico deve servir para informar e dar a conhecer projetos e ideias com originalidade, no entanto o que se verifica é precisamente o contrário, ou seja, na maioria dos casos serve apenas para ocultar e transmitir o que não interessa para desviar as atenções e esquecer assuntos importantes a serem debatidos.

 Gustavo Brás

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