Resmas de cópias, resmas!

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Estou impressionado com tanta admiração sobre o suposto plágio ou a tal imitação de um discurso politico ou, neste caso, pseudo-político. Até parece que é a primeira vez! No meio de tantos discursos políticos, o mundo descobriu este ano, 2016, que afinal há discursos copiados ou que existem tentativas de imitação. No mínimo, parece-me ridículo pessoalizar a crítica, afirmando que determinado sujeito copiou as falas de outra pessoa…uma vez que a maioria dos políticos o faz e sem vergonha. Utilizam retóricas feitas e boas palavras-chave, juntam uma boa frase que quase se torna slogan, e pronto, arranca! Frases clichés são as que mais se utilizam em discursos políticos porque são aquelas que, infelizmente, captam a atenção da massa crítica (ou não crítica) que vota mesmo! Aliás, se prestarem bem atenção, pouca coisa de produtivo é dita em discursos, ou melhor, aproveita-se muito pouco. Convém que o discurso seja apelativo e original, mas temos de reconhecer que em milhões que já ouvimos sem efeitos práticos, seja difícil algum ser distinto dos outros. Nesse aspecto, Obama e a sua equipa esgotaram o stock. As palavras estão secas, e a cabeça da escritora do discurso da Melania Trump também. Ainda assim, não vejo o pior na tentativa de imitação de uma ou outra parte do discurso que foi utilizado pela Michelle Obama em 2008. Além do mais, não disse exactamente a mesma coisa, o que me deixa ainda mais perplexo em relação às críticas que têm sido lançadas à mulher do candidato republicano. É o que todos fazem: dizem o mesmo, mas acrescentando “um ponto”.  Normal. Nada de novo.

O Tony Carreira imita as músicas dos outros e é uma estrela!

Entretanto, é engraçado observar a importância que tantas pessoas atribuem aos maus discursos, quando depois são as mesmas que afirmam estarem fartas de discursos e palavras simpáticas.

Gustavo Brás