Sobre as primárias no PS

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Jornal do Centro – edição 03/10/2014

Quando este texto for publicado já saberemos quem é o candidato a Primeiro-Ministro por parte do Partido Socialista.

Na corrida ao cargo de secretário-geral tínhamos os Antónios. Há que manter a aparência de socialismo portanto, vai daí, os nomes são bem populares num partido que é tradicionalmente burguês.  Um António Seguro e outro apenas seguro, nas ideias, quando repete e quando acena com a cabeça em jeito de concordância ou dá o aval às palavras de Pacheco Pereira, assim é fácil, assim se foi fazendo a quadratura do ciclo.

Não vou comentar os debates entretanto realizados pois não ultrapassaram a banalização do discurso político e, com certeza concordará comigo senhor leitor, não vale a pena comentar banalidades. Além de que, dificilmente podemos chamar àquilo debates: mais se aproximam de novelas com títulos manhosos tipo “Los ricos tambienlloran”. Seguro está ofendidíssimo com Costa, Costa está desiludido com Seguro; o drama mexicano, no PS português. E quanto a questões essenciais como: a reforma do Estado, a redução de despesa pública, etc.? Nicles, nada, zero, rien.

De resto, apesar destes dois rostos e da tentativa de injectar abertura e espírito democrático com este acto eleitoral, o pecado original do PS mantém-se: a incapacidade para assumir as respectivas responsabilidades na bancarrota de 2011 e para varrer o lixo socrático bem como a tralha guterrista que nos trouxe aonde estamos. Para já, cá do burgo, sabemos que o PS Viseu, ao eleger Borges para a Federação assumiu o seu lado Segurista, quanto ao resto é rezar até Domingo.

Graça Canto Moniz

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